
Precisei de 4 meses para aprender.
Sabia que a escolha de um caminho diferente do teu tinha um peso relativo.
Como se a vida fluisse entre dois carris e fosse avançando à velocidade que lhe impunha. Cabe-me agora o torturoso amargo da regressão.
Ando á procura de culpados , quero apontar o dedo aos responsáveis que me levaram acreditar na perfeição do amor.
E aqueles criminosos que se escondem atrás do amor para justificar o seus actos de loucura.
Decidi fazer uma promessa: nunca mais pegar num livro de amor. Perdi demasiado tempo com isso, e interiorizei excessivamente o paraíso da ficção e acreditei que a vida podesse correr como as palavras alinhadas nas páginas de um livro. E foi nesta crença que, em pouco tempo, alterei hábitos e sacrifiquei principios. Questionei o que de mais leal me tinha acontecido e , com escudos de protecção á felicidade e espadas contra a resignação, parti para uma guerra que definitivamente , não estava preparada para travar. Menti, magoei, traí. A ti , a mim.
Quando olho para tras não me identifico com os rasto de mágoa que tracei. Sou prisioneira de culpas, remorsos e de pena.
Não estou morta, mas também não estou viva do presente, nem do futuro. Sou apenas o passado. Nada mais.
Sonhos? Muitos. Vistas bem as coisas, continuo na ficção.
A lealdade, a partilha e a amizade estiveram sempre ao meu lado e eu desdenhei porque, estupidamente, sentia falta do risco, da adrenalina e da paixão.
Desculpa. Desculpa por tudo. Os teus gestos continuam a ser ensinamentos. E eu rejeitei a tua maneira de ser. Achava-te incapaz de me surpreenderes , como aquilo que acontece nas novelas, aquela grandeza toda.
Aniquilas-te a tua e outra vida por mim, pelos teus principios e pela tu dignidade e ainda me pedes perdão.
És infinitamente melhor do que eu. Esperarei pelo homem mais perfeitamente imperfeito que conheçi e guardarei o segredo cúmplice das minhas responsabilidades no acto de que foste considerado o único culpado. É a pena que tenho de cumprir.
A nossa personalidade é a zona interdita das nossas vidas. Imagino que vives na ficção de que tudo não passou de uma luta de putos, causada por desconfianças.
Quando estou contigo, passas a serenidade de sempre. E é então que penso: vou amá-lo com lucidez e moderação, vou tentar...
E é então que pegas na minha mão e me dizes: amo-te de morte.
Obrigada pelo comentário . Aprendi com os erros da vida a ter mais cuidado mas, infelizmente, não somos nos que escolhemos por quem nos apaixonamos.
ResponderEliminarQuanto a ti, segue o que sentes e não o que querem que sintas.
Se gostas , luta mas nunca te dês por vencida
<3, a mesma intensidade há 2 anos (L
As Variações de um pequeno Rasta perdido na Babilónia...
ResponderEliminarsuas cantigas viajens, poemas e pensamentos...
aqui num pavilhao em que podes entarr...
Bpas vibrações la se encontram
Jah bless